terça-feira, 29 de novembro de 2011
Evangelho sem fermento: Para onde o crente vai quando morre?
segunda-feira, 28 de novembro de 2011
Estou sob maldicao por nao ter pregado o evangelho...
Eze 3:18 Quando eu disser ao ímpio: Certamente morrerás; e tu não o avisares, nem falares para avisar o ímpio acerca do seu mau caminho, para salvar a sua vida, aquele ímpio morrerá na sua iniqüidade, mas o seu sangue, da tua mão o requererei.
O rapaz acabou assassinado numa cobrança de dívida entre marginais e você diz que está sendo "martirizado, por ter tido a oportunidade e não ter sido capaz de aproveitá-la", e completa: "Estou bem deprimido por isso. O que devo fazer? Existe possibilidade do perdão de Deus?".
Primeiro, saiba que o perdão de Deus lhe foi garantido no dia em que você creu em Jesus, pois TODOS os seus pecados foram pagos por ele lá na cruz. Você jamais encontrará no Novo Testamento um salvo pedindo perdão a Deus. Pedimos perdão quando nos convertemos e depois disso confessamos nossos pecados para desfrutarmos do perdão que já nos foi garantido pela obra de Cristo. O perdão já temos; os pecados precisamos confesssar.
Ats_10:43 A este dão testemunho todos os profetas, de que todos os que nele crêem receberão o perdão dos pecados pelo seu nome.
1Jo 1:7-9 Se andarmos na luz, como ele na luz está, temos comunhão uns com os outros, e o sangue de Jesus Cristo, seu Filho, nos purifica de todo o pecado.... Se confessarmos os nossos pecados, ele é fiel e justo para nos perdoar os pecados, e nos purificar de toda a injustiça.
No final colocarei alguns links que falam em detalhes sobre a segurança do crente. Voltando ao caso do rapaz que morreu, pode ter certeza de que ele teve sua chance de ser salvo, pois ninguém parte daqui sem isso. Deus mesmo terá providenciado que ele escutasse o evangelho de alguém, portanto não se martirize por isso.
O versículo de Ezequiel que seu amigo citou, como se agora você estivesse sob maldição por ter deixado de falar do evangelho ao rapaz que foi assassinado, é muito usado pelas denominações. O objetivo é pressionar seus membros a "ganharem almas" pelo medo, o que tem uma segunda intenção embutida: aumentar a arrecadação da "igreja". Não seja ingênuo ao ponto de acreditar que existe boa fé na maioria das religiões que há por aí.
Quando em Mateus 10 Jesus enviou os discípulos exclusivamente "às ovelhas perdidas da casa de Israel", avisando para que não fossem aos samaritanos, mas se limitassem aos judeus, ele os estava enviando ao povo mais religioso do planeta. E era justamente a religião que iria se opor a Cristo e a tudo o que viesse de Deus, como aconteceu durante séculos de história da Igreja, com as piores perseguições aos cristãos sinceros tendo sido promovidas pelo clero cristão contra aqueles que queriam obedecer a Deus, e não a homens.
Isso não mudou, e a advertência de Jesus aos discípulos serve para nós hoje: quando no meio religioso, devemos nos colocar na posição de ovelhas ao meio de lobos e sermos prudentes como as serpentes e inofensivos como as pombas. Inofensivos porque não é o papel do cristão agir violentamente mesmo contra outros cristãos que o perseguem. Mas prudentes como as serpentes, para não nos deixarmos enganar pelos lobos.
Mat 10:16-17 Eis que vos envio como ovelhas ao meio de lobos; portanto, sede prudentes como as serpentes e inofensivos como as pombas. Acautelai-vos, porém, dos homens; porque eles vos entregarão aos sinédrios, e vos açoitarão nas suas sinagogas [as congregações dos judeus];
Lembre-se de que já em Atos 20 o apóstolo Paulo advertiu aos anciãos da igreja em Éfeso que os lobos entrariam no rebanho para destruir as ovelhas, assim como homens que dentre eles mesmos só teriam interesse em atrair discípulos após si. Esse tempo que o apóstolo previu é hoje.
Mas voltando à passagem de Ezequiel que você citou, vou transcrevê-la aqui ampliada para você perceber o contexto.
Eze 3:14 Então o espírito me levantou, e me levou; e eu me fui amargurado, na indignação do meu Espírito; porém a mão do SENHOR era forte sobre mim.
Eze 3:15 E fui a Tel-Abibe, aos do cativeiro, que moravam junto ao rio Quebar, e eu morava onde eles moravam; e fiquei ali sete dias, pasmado no meio deles.
Eze 3:16 E sucedeu que, ao fim de sete dias, veio a palavra do SENHOR a mim, dizendo:
Eze 3:17 Filho do homem: Eu te dei por atalaia sobre a casa de Israel; e tu da minha boca ouvirás a palavra e avisa-los-ás da minha parte.
Eze 3:18 Quando eu disser ao ímpio: Certamente morrerás; e tu não o avisares, nem falares para avisar o ímpio acerca do seu mau caminho, para salvar a sua vida, aquele ímpio morrerá na sua iniqüidade, mas o seu sangue, da tua mão o requererei.
Eze 3:19 Mas, se avisares ao ímpio, e ele não se converter da sua impiedade e do seu mau caminho, ele morrerá na sua iniqüidade, mas tu livraste a tua alma.
Eze 3:20 Semelhantemente, quando o justo se desviar da sua justiça, e cometer a iniqüidade, e eu puser diante dele um tropeço, ele morrerá: porque tu não o avisaste, no seu pecado morrerá; e suas justiças, que tiver praticado, não serão lembradas, mas o seu sangue, da tua mão o requererei.
Eze 3:21 Mas, avisando tu o justo, para que não peque, e ele não pecar, certamente viverá; porque foi avisado; e tu livraste a tua alma.
Eze 3:22 E a mão do SENHOR estava sobre mim ali, e ele me disse: Levanta-te, e sai ao vale, e ali falarei contigo.
Se observar o contexto da passagem verá que tudo ali tem a ver com o profeta Ezequiel. É com ele que Deus está falando e é a ele que está enviando para uma missão específica. Porém, sob a direção do Espírito de Deus, Ezequiel não sai simplesmente por aí falando para todo mundo, porém fica sete dias mudo (vers. 15). A palavra "pasmado" tem, no original, o sentido de "mudo de espanto". Ele não falou durante sete dias! Por que não? Porque ele estava sob a influência do Espírito de Deus e tinha visto coisas tremendas e era hora de permanecer calado.
Então ele recebe uma missão específica, tão específica quanto foi a missão que o Senhor deu aos discípulos quando os enviou apenas às "ovelhas perdidas de Israel", advertindo para que não pregassem aos samaritanos. Algum discípulo que decidisse de vontade própria ir pregar aos samaritanos, achando que seria um desperdício eles não ouvirem a mensagem ou sentindo-se sob o risco da maldição que aqui é lançada sobre Ezequiel se não pregasse, estaria claramente desobedecendo o Senhor.
Então o Senhor diz especificamente a Ezequiel que ele foi designado para ser atalaia (nome dado ao vigia da torre que gritava quando vinha o inimigo) sobre a casa de Israel. Portanto a ordem é dada especificamente a uma pessoa (Ezequiel) para uma função específica (Atalaia) e para um povo específico (Israel). Se você não se chama Ezequiel e não recebeu de Deus a missão específica de pregar a Israel, então fica claro que a ordem não foi dada a você.
Era tão séria a missão que Ezequiel recebeu que sobre ele pesava a responsabilidade de não falhar, ou teria de dar conta do sangue dos que morressem em sua iniquidade. E que iniquidade era essa? Ter Israel se afastado do Deus verdadeiro para ir após seus próprios ídolos; ter Israel endurecido seu coração e não querer nem escutar a voz de Deus. Se ler o início do capítulo verá que, à semelhança da missão específica que receberam os discípulos de Jesus, Ezequiel não deveria ir pregar aos gentios, mas exclusivamente a Israel:
Eze 3:4 E disse-me ainda: Filho do homem, vai, entra na casa de Israel, e dize-lhe as minhas palavras.
Eze 3:5 Porque tu não és enviado a um povo de estranha fala [gentios], nem de língua difícil, mas à casa de Israel;
Eze 3:6 Nem a muitos povos de estranha fala, e de língua difícil, cujas palavras não possas entender; se eu aos tais te enviara, certamente te dariam ouvidos.
Eze 3:7 Mas a casa de Israel não te quererá dar ouvidos, porque não me querem dar ouvidos a mim; pois toda a casa de Israel é de fronte obstinada e dura de coração.
Quer uma ordem mais clara do que essa? Apenas esta passagem já seria suficiente para você ver que a ordem não foi dirigida a você, pois se fosse não era nem para você pregar para o rapaz que morreu. Acaso era ele da casa de Israel? Provavelmente não, e aqui Deus deixa bem claro: "Tu não és enviado a um povo de estranha fala, nem de língua difícil, mas à casa de Israel; nem a muitos povos de estranha fala e de língua difícil, cujas palavras não possas entender; se eu aos tais te enviara, certamente te dariam ouvidos" (vers. 5-6).
Embora tenhamos a responsabilidade e o privilégio de anunciar as boas novas às pessoas, isso não é para ser feito em um espírito de que você perderá a salvação se não o fizer, como se sobre você recaísse uma maldição. Falar do evangelho é uma consequência do gozo que temos em nosso coração, da certeza da salvação que recebemos unicamente por graça, e do amor que nos constrange a querer que outros também sejam salvos. Grande parte dos cristãos hoje nem sequer tem a certeza dessa salvação e acabam pregando mais para garanti-la do que por amor dos perdidos.
Sim, você pode ficar espantado com o que estou dizendo, mas perceba que quando os religiosos de plantão jogam o fardo dessa passagem de Ezequiel sobre seus seguidores, o fazem como se eles estivessem sobre a obrigação de fazerem esse tipo de obra para garantirem a salvação (ou ficarem livres de maldição). A mensagem implícita é algo do tipo: se você não ganhar almas para Cristo, não será salvo ou perderá sua salvação.
Aí o infeliz cristão sai carregando esse fardo e vai para uma praça pregar como quem quer agredir os transeuntes. Grita, dá socos no ar, praticamente xinga o pecador e nem se lembra de falar do amor de Deus que está pronto para salvá-lo. O pregador improvisado aprendeu que é seguindo uma lista de obrigações que sua denominação lhe deu que será (talvez) salvo.
Como geralmente nem ele sabe se está seguindo todas elas (a menos que seja muito pretensioso e soberbo), nem ele tem certeza da salvação. Se assim for, como alguém pode falar do que não tem certeza? O que ele irá responder se um interlocutor mais esclarecido lhe perguntar: "Você tem certeza dessa salvação que está me anunciando? Tem certeza de que ela é eterna, ou acredita que poderá perdê-la a qualquer momento? Essa salvação é pela fé em Jesus e em sua obra na cruz, ou é tornando-me membro de sua denominação e seguindo uma lista de preceitos e doutrinas?".
Pergunte a dez pessoas que professam ser crentes em Jesus se elas poderiam perder a salvação e verá que muitas dirão que sim. Ouviram o "outro evangelho" (Gl 1:6) do qual Paulo fala aos Gálatas, que ensina que só poderão ser salvas se perseverarem, fazendo direitinho as obrigações (obras) que sua denominação lhe dá para cumprir. Começaram pelo Espírito (quando creram) e terminaram pela carne, na tentativa de se garantirem por meio de suas próprias obras (Gl 3:3).
É evidente que recai sobre cada cristão a responsabilidade de pregar o evangelho aos perdidos e ensinar os salvos conforme o dom que recebeu de Deus, porém não com má vontade, mas de boa mente. Paulo usa a figura do sangue, numa alusão à ordem dada a Ezequiel, não como uma lei, mas como um princípio no sentido de não ser culpado por ter negligenciado a missão que Deus lhe confiou.
Ats 20:25-27 E agora, na verdade, sei que todos vós, por quem passei pregando o reino de Deus, não vereis mais o meu rosto. Portanto, no dia de hoje, vos protesto que estou limpo do sangue de todos. Porque nunca deixei de vos anunciar todo o conselho de Deus.
Mas será que Paulo teria perdido a salvação se tivesse falhado nessa missão de avisar os Efésios dos perigos que viriam após sua partida? É claro que não! Ele perderia o galardão, mas jamais a salvação, que lhe estava assegurada, não pelas coisas que ele fazia, mas pela obra que Jesus fez.
1Co 9:16-17 Porque, se anuncio o evangelho, não tenho de que me gloriar, pois me é imposta essa obrigação; e ai de mim, se não anunciar o evangelho! E por isso, se o faço de boa mente, terei prêmio [galardão]; mas, se de má vontade, apenas uma dispensação me é confiada.
Portanto, fique tranquilo. Nenhuma maldição recai sobre você e nem seria possível você ter cumprido a missão que foi confiada a Ezequiel de ser um atalaia sobre Israel. Você pode sim usar a passagem de Ezequiel como um princípio ou encorajamento para evangelizar, mas não como uma lei ou ordem direta para você.
Normalmente é assim que devemos ver o Antigo Testamento: como princípios que podem nos ajudar em nosso andar cristão, mas sabendo que já não estamos sob a Lei, que traz consigo maldição, e que devemos "manejar bem a Palavra da verdade" (2 Tm 2:15), isto é, colocando cada coisa no seu devido lugar, para não incorrermos no erro muito comum da cristandade que é tirar versículos do contexto. Por cometerem esse erro é que você ainda encontra por aí tantas coisas que só faziam sentido na antiga dispensação da Lei, como templos, altares, sacerdotes, músicos, levitas, dízimos, vestimentas cerimoniais, doutrinas de prosperidade material etc.
Se começar a tomar ao pé da letra as missões que Deus deu aos seus profetas no Antigo Testamento, então é melhor arrumar a mala para partir para Nínive (nem imagino onde fica), como Deus ordenou a Jonas, e comece a procurar uma meretriz para se casar com ela, como Deus ordenou ao profeta Oséias.
Jon 1:1-2 E veio a palavra do SENHOR a Jonas, filho de Amitai, dizendo: Levanta-te, vai à grande cidade de Nínive, e clama contra ela, porque a sua malícia subiu até à minha presença.
Osé 1:2-3 O princípio da palavra do SENHOR por meio de Oséias. Disse, pois, o SENHOR a Oséias: Vai, toma uma mulher de prostituições, e filhos de prostituição; porque a terra certamente se prostitui, desviando-se do SENHOR. Foi, pois, e tomou a Gômer, filha de Diblaim, e ela concebeu, e lhe deu um filho.
domingo, 27 de novembro de 2011
A VERDADEIRA SEMENTE: O que fazer com o ciume doentio?
quinta-feira, 1 de abril de 2010
IRÃ -pronto para a bomba atômica
O Irã comemorou o 30º aniversário da revolução islâmica com o lançamento de um satélite ao espaço. Durante a contagem regressiva, Alá foi invocado. O Ocidente reagiu com preocupação. Em Israel, essa notícia até mesmo teve mais repercussão que os foguetes que voltaram a ser atirados pelo Hamas sobre o Sul do país.
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O presidente Ahmadinejad inspecionando o centro nuclear do Irã. |
Esse não foi o primeiro satélite iraniano no espaço. Em 2005, porém, os iranianos ainda dependiam de tecnologia e ajuda dos russos para lançarem seu satélite. Três anos e quatro meses mais tarde, eles mesmos fabricaram o satélite e o colocaram em órbita com um foguete próprio e sem qualquer ajuda. Esse progresso da República Islâmica do Irã causou certas preocupações no Ocidente. Em Israel foram lembradas as seguintes circunstâncias: não se trata do primeiro satélite iraniano e, mesmo que ele seja utilizado para fins de espionagem, o que mais importa não é o próprio satélite, mas a capacidade de lançamento desenvolvida pelo Irã. O país mostrou agora que dispõe de mísseis de longo alcance, que funcionam perfeitamente. Se eles são capazes de transportar satélites, então também podem levar artefatos de destruição. Se pensarmos que o Irã realmente será uma potência nuclear dentro de dois anos, o futuro de Israel não parece muito róseo.
O mal-estar em Israel não melhorou mesmo depois que altos funcionários dos governos da Rússia, da China, da França, da Grã-Bretanha e da Índia elogiaram a intenção do novo presidente americano de dialogar diretamente com o Irã sobre suas aspirações nucleares. Geoff Morrell, porta-voz do Pentágono, voltou a acentuar após lançamento do satélite iraniano no início de fevereiro de 2009: “Certamente devemos estar preocupados com as constantes tentativas iranianas de desenvolvimento de um programa de mísseis balísticos com alcance cada vez maior”. Em Israel, o major-general Isaac ben-Israel, ex-chefe da Agência Espacial do país, esclareceu a problemática com clareza: “Necessita-se de energia especial e adicional para transportar um satélite de 30 a 50 quilos para o espaço. Como o Irã conseguiu fazê-lo, isso corresponde à capacidade de disparar na atmosfera um míssil balístico com uma bomba atômica de uma tonelada até a Europa”. Portanto, frisou ben-Israel, o que deve preocupar não é o satélite: “Ele é apenas um equipamento. Alarmante é a crescente capacidade de lançamento de mísseis balísticos de longo alcance”. Zvi Kaplan, o atual diretor da Agência Espacial israelense, considera que os relatos iranianos são verdadeiros. A respeito, ele disse ao jornal Jerusalem Post: “Não ficamos surpresos, pois na atual era de informações e tecnologia, considerando que há muitos cientistas iranianos que estudam no exterior, eles podem obter esses conhecimentos técnicos com bastante facilidade”.
Poucos dias depois o Irã se manifestou. As afirmações divulgadas deveriam fazer o mundo inteiro ficar pensativo, pois o Irã se mostrou fechado ao tom conciliador de Washington. Foi o que mostraram, por exemplo, as palavras de Hojjatoleslam Ali Maboudi, representante do líder supremo do Irã, aiatolá Ali Khamenei, na Guarda Revolucionária: “Os sionistas levaram Obama ao poder para ajudar a América a enfrentar seus atuais desafios. Todos os governos têm ‘linhas vermelhas’, e nossas ‘linhas vermelhas’ são rejeitar as políticas arrogantes da América e do regime sionista”. Além disso, Maboudi declarou: “A oposição ao regime sionista e a defesa das pessoas oprimidas estão entre os pilares da revolução islâmica, e as relações entre o Irã e a América não mudarão porque Obama assumiu”. O Irã não reconhece o direito de existência de Israel, razão porque freqüentemente os representantes do país falam apenas do “regime sionista”. Como se percebe, o Irã considera que as relações entre Israel e os EUA são tão estreitas que não se pode separar suas políticas. (NA)
Mesmo que o novo presidente dos EUA queira “conversar” com o Irã, isso não trará frutos, pois o objetivo desse país é o aniquilamento de Israel. Um dia, juntamento com Gogue, da terra de Magogue, o Irã invadirá Israel e será julgado por Deus (veja Ez 38.5ss.). Mesmo que ocorra uma espécie de acordo entre os EUA e o Irã, ele será apenas de natureza tática por parte do regime iraniano. Israel e o Irã se encontram em posições diametralmente opostas. As razões para isso são de natureza espiritual e, portanto, encontram-se no mundo invisível. No final, a luta contra Israel culminará no ajuntamento dos exércitos mundiais por parte da besta e dos reis da terra para lutarem contra Cristo (veja Ap 19.19-21). Mas o Senhor os derrotará, pois Ele é o Senhor dos senhores e Rei dos reis. (Conno Malgo - http://www.beth-shalom.com.br)
Publicado anteriormente na revista Notícias de Israel, março de 2009.Aliança entre Rússia e o Irã

Quando a União Soviética desmoronou, em 1991, muitos disseram: “O urso está morto!” Mas o urso russo não morreu; ele simplesmente hibernou e hoje está acordando com grande fúria, uma vez que o primeiro-ministro Vladimir Putin tenta restaurar à nação moderna a glória anterior da Mãe Rússia.
O “urso” russo tem estado ocupado fazendo novos amigos. Os mais significativos são os países islâmicos dedicados à destruição de Israel, com os quais a Rússia está formando alianças. O mais notável de todos eles é a Pérsia, ou seja, o Irã dos dias modernos.
Olhando milhares de anos à frente, através das lentes da história profética (a profecia é simplesmente a história antecipada), o profeta Ezequiel viu vários eventos surpreendentes (Ez 36-39), alguns dos quais nos avisam para mantermos os olhos voltados para o urso.
Primeiro, Ezequiel disse que o povo de Israel, espalhado por todo o mundo, retornaria à terra de Israel, sua antiga pátria, dada a ele por Deus. E os judeus já retornaram. Vieram da Europa, da Rússia, da Etiópia, da América, de nações da antiga União Soviética, e de um grande número de outros países para os quais haviam sido espalhados.
E, segundo, em 14 de maio de 1948, aconteceu um milagre que tanto os eruditos quanto os céticos haviam dito que era impossível: Israel renasceu como nação.
A invasão vindoura
Entretanto, Ezequiel escreveu sobre uma ainda futura guerra na qual a Rússia (chamada “Magogue”, Ez 38.1-4) e uma coalizão de nações (todas atualmente islâmicas) virão contra Israel em uma tentativa de destruí-lo: “a Pérsia, a Etiópia e a Líbia estão com eles, todos com escudo e capacete” (v.5).
A primeira nação que as Escrituras mencionam na coalizão é a Pérsia, agora chamada de Irã. O estudioso da Bíblia David Jeremiah escreveu o seguinte:
As muitas alianças de Vladimir Putin da Rússia: |
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Putin aplaude enquanto o chefe da corporação nuclear estatal da Rússia troca documentos com o ministro do Exterior do Japão. |
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Putin com o príncipe-herdeiro dos Emirados Árabes Unidos, xeique Mohamed bin Zayued Al Nahyan. |
O próximo país que Ezequiel cita é a Pérsia, nome que aparece trinta e cinco vezes no Antigo Testamento. Para nós é fácil identificar a Pérsia, porque ela reteve o nome que tinha nos tempos da Antigüidade até o ano de 1935, quando se tornou a nação do Irã. Aproximadamente quatro décadas e meia mais tarde, o Irã trocou seu nome oficial para República Islâmica do Irã. Hoje, com sua população de 70 milhões de habitantes, o Irã tornou-se o viveiro para o desenvolvimento rápido do islamismo militante e do ódio anti-semita.[1]
A realidade do aquecimento das relações do urso russo com o Irã é evidente a partir das manchetes na mídia:
• “A Rússia Planeja Mais Cinco Usinas Nucleares no Irã” – por Peter Baker, The Washington Post, 27 de julho de 2002.
• “Em Israel, Putin Defende Negócios com a Síria e o Irã” – por Molly Moore, Washington Post Foreign Service, 29 de abril de 2005.
• “O Kremlin Está Pronto Para Defender o Irã” – por Mikhail Zyar e Dmitri Sidorov, Mosnews.com, 13 de setembro de 2005. Os autores dizem que o Irã quer “aliados confiáveis como a Rússia e a China”.
• “A Rússia Faz Acordo de um Bilhão de Dólares em Armas Com o Irã” – Associated Press, 2 de dezembro de 2005. Esse artigo, publicado pelo site da FOX News, chama a Rússia de “o aliado-chave do Irã”.
Durante anos, a Rússia não ficou feliz por ter de sentar-se nos bancos de trás do ônibus, por assim dizer. No ano passado, depois dela ter invadido a Geórgia, Robert Baer escreveu na revista Time que a Rússia quer um império:
A invasão da Geórgia pela Rússia tem menos a ver com a Ossétia do Sul do que com uma Rússia que nunca se perdoou por perder um império – ou por ser tratada como uma potência de segunda categoria durante todos esses anos. O ressentimento da Rússia apenas cresceu à medida que os preços do petróleo aumentaram. (...) Ao invadir seu país vizinho, a Rússia cruzou o Rubicão. (...) A questão agora é: o que mais ela está tramando por causa daqueles 17 anos de humilhação? Uma coisa deveríamos aguardar com certeza: agora mesmo Moscou está lançando olhares para o Irã, a rota mais direta para a restauração de sua influência no Oriente Médio.[2]
Resgate e redenção
Que chances o pequenino Israel teria contra o urso russo e seus muitos filhotes islâmicos? A resposta está em Ezequiel 38.18: “Naquele dia, quando vier Gogue contra a terra de Israel, diz o Senhor Deus, a minha indignação será mui grande”. Deus ficará enfurecido, Se levantará em defesa de Israel e finalmente destroçará a coalizão (Ez 38.18-39.10).
O resultado do resgate divino será a redenção de Israel:
“Saberão que eu sou o Senhor, seu Deus, quando virem que eu os fiz ir para o cativeiro entre as nações, e os tornei a ajuntar para voltarem à sua terra, e que lá não deixarei a nenhum deles. Já não esconderei deles o meu rosto, pois derramarei o meu Espírito sobre a casa de Israel, diz o Senhor Deus” (Ez 39.28-29).
Deus não esquecerá as promessas de Sua aliança; Ele não abandonará o povo de Sua aliança.
A Rússia e o Irã estão em marcha, e têm más intenções com relação a Israel. Mas o Deus que fez os judeus retornar será o Deus do resgate e da redenção de Israel. (Patrick Neff - Israel My Glory - http://www.beth-shalom.com.br)
Patrick Neff é o diretor dos ministérios eclesiásticos de The Friends of Israel.
Notas:
- David Jeremiah, What in the World is Going On? Nashville, TN: Thomas Nelson, 2008). 167.
- Robert Baer, “The Russian Empire Strikes Back” [O Império Russo Revida], revista Time, 12 de agosto de 2008, www.time.com/time/world/article/ 0,8599,1831857,00.html.
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Divulgue e recomende a edição online:
Perguntas sobre o fim dos tempos

"Tendo Jesus saído do templo, ia-se retirando, quando se aproximaram dele os seus discípulos para lhe mostrar as construções do templo. Ele, porém, lhes disse: Não vedes tudo isto? Em verdade vos digo que não ficará aqui pedra sobre pedra que não seja derribada. No monte das Oliveiras, achava-se Jesus assentado, quando se aproximaram dele os discípulos, em particular, e lhe pediram: Dize-nos quando sucederão estais coisas e que sinal haverá da tua vinda e da consumação do século. E ele lhes respondeu: Vede que ninguém vos engane. Porque virão muitos em meu nome, dizendo: Eu sou o Cristo, e enganarão a muitos. E, certamente, ouvireis falar de guerras e rumores de guerras; vede, não vos assusteis, porque é necessário assim acontecer, mas ainda não é o fim. Porquanto se levantará nação contra nação, reino contra reino, e haverá fomes e terremotos em vários lugares; porém tudo isto é o princípio das dores. Então, sereis atribulados, e vos matarão. Sereis odiados de todas as nações, por causa do meu nome. Nesse tempo, muitos hão de se escandalizar, trair e odiar uns aos outros; levantar-se-ão muitos falsos profetas e enganarão a muitos. E, por se multiplicar a iniqüidade, o amor se esfriará de quase todos. Aquele, porém, que perseverar até o fim, esse será salvo. E será pregado este evangelho do reino por todo o mundo, para testemunho a todas as nações. Então virá o fim. Quando, pois, virdes o abominável da desolação de que falou o profeta Daniel, no lugar santo (quem lê entenda), então, os que estiverem na Judéia fujam para os montes; quem estiver sobre o eirado não desça a tirar de casa alguma coisa; e quem estiver no campo não volte atrás para buscar a sua capa. Ai das que estiverem grávidas e das que amamentarem naqueles dias! Orai para que a vossa fuga não se dê no inverno, nem no sábado; porque nesse tempo haverá grande tribulação, como desde o princípio do mundo até agora não tem havido e nem haverá jamais. Não tivessem aqueles dias sido abreviados, ninguém seria salvo; mas, por causa dos escolhidos, tais dias serão abreviados. Então, se alguém vos disser: Eis aqui o Cristo! Ou: Ei-lo ali! Não acrediteis; porque surgirão falsos cristos e falsos profetas operando grande sinais e prodígios para enganar, se possível, os próprios eleitos. Vede que vo-lo tenho predito. Portanto, se vos disserem: Eis que ele está no deserto!, não saiais. Ou: Ei-lo no interior da casa!, não acrediteis. Porque, assim como o relâmpago sai do oriente e se mostra no ocidente, assim há de ser a vinda do Filho do Homem. Onde estiver o cadáver, aí se ajuntarão os abutres" (Mt 24.1-28).
Sobre os acontecimentos dos tempos finais, é recomendável ler também os versículos restantes de Mateus 24 e todo o capítulo 25. A respeito, vamos perguntar-nos:
1. A quem Jesus dirigiu, em primeiro lugar, as palavras de Mateus 24 e 25?
A resposta é: basicamente aos judeus – e não à Igreja
• Nessa ocasião a Igreja ainda era um mistério. Somente no Pentecoste ela foi incluída no agir de Deus e, posteriormente, revelada através de Paulo.
• Portanto, o texto também não está falando do arrebatamento, quando Jesus virá para buscar Sua Igreja, mas trata da volta de Jesus em grande poder e glória para Seu povo Israel, após a Grande Tribulação (Mt 24.29-31). Jesus só falou do arrebatamento mais tarde, pouco antes do Getsêmani, como está registrado em João 14. Até então os discípulos, como judeus, só sabiam da era gloriosa do Messias que viria para Israel (por exemplo, Lucas 17.22-37).
• Os discípulos a quem Jesus Se dirigiu em Mateus 24 e 25 evidentemente eram judeus. Em minha opinião, eles simbolizam o remanescente judeu fiel, que crerá no Messias no tempo da Grande Tribulação.
• No sermão profético do Senhor Jesus no Monte das Oliveiras, Ele predisse como será a situação dos judeus no período imediatamente anterior à Sua volta.
• Falsos profetas e falsos cristos, como são chamados em Mateus 24.5,23,26, representam um perigo para Israel. A Igreja enfrenta outros perigos, pois deve preocupar-se mais com falsos mestres, falsos apóstolos e falsos evangelistas e em discernir os espíritos (2 Co 11.13; 2 Pe 2.1; Gl 1.6-9). Filhos de Deus renascidos pelo Espírito Santo certamente não vão sucumbir às seduções de falsos cristos e cair nesses enganos.
• O "abominável da desolação" (Mt 24.15) diz respeito claramente à terra judaica, ao templo judaico e aos sacrifícios judeus. Já o profeta Daniel falou a respeito. E Daniel não falava da Igreja, mas de "teu povo... e de tua santa cidade" (Dn 9.24).
• A frase: "então, os que estiverem na Judéia fujam para os montes" (Mt 24.16), é bem clara. Trata-se nitidamente da terra de Israel. Pois no Novo Testamento a Igreja de Jesus nunca é conclamada a fugir para os montes.
• Igualmente o texto que fala do sábado diz respeito aos judeus, aos seus costumes e suas leis (v. 20).
• Também a parábola da figueira (v. 32) é uma representação simbólica da nação judaica. Do mesmo modo, a expressão "esta geração" (v. 43) aplica-se a Israel.
2. A que época o Senhor se refere em Mateus 24?
A resposta à pergunta anterior nos conduz automaticamente ao tempo em que esses fatos acontecerão. Trata-se da época em que Deus começará a agir novamente com Seu povo Israel de maneira coletiva, levando o povo da Aliança ao seu destino final (v. 3), que é a vinda do seu Messias e o estabelecimento de Seu reino. O centro de todas as profecias de Mateus 24 e 25 é ocupado pelos sete anos que são os últimos da 70ª semana de Daniel (Dn 9.24-27). Devemos estar cientes de que esse período é a consumação do século, o encerramento de uma era, e não apenas o transcorrer de um tempo. O sinal do fim dos tempos é a última semana, a 70ª semana de Daniel.
Todos os sinais que o Senhor Jesus predisse em Mateus 24, que conduzirão à Sua vinda visível (v. 30), têm seus paralelos no Apocalipse, nos capítulos de 6 a 19. Mas nessa ocasião a Igreja de Jesus já terá sido arrebatada, guardada da "hora da provação" (Ap 3.10).
Os últimos sete anos – divididos em três etapas (Mt 24.4-28)
1. Os versículos 4-8 descrevem, segundo meu entendimento, a primeira metade da 70ª semana de Daniel. O versículo 8 diz claramente: "porém tudo isto é o princípio das dores". As dores não dizem respeito a uma época qualquer, elas definem especificamente o tempo da Tribulação, comparado na Bíblia "às dores de parto de uma mulher grávida" (1 Ts 5.3; veja também Jr 30.5-7). O princípio das dores são os primeiros três anos e meio da 70ª semana. Assim como existem etapas iniciais e finais nas dores que antecedem um parto, também esses últimos 7 anos dividem-se em duas etapas de três anos e meio. Há um paralelismo e uma concordância quase literal entre Mateus 24.4-8 e Apocalipse 6, onde o Senhor abre os selos de juízo:
• Falsos cristos (Mt 24.5) – primeiro selo: um falso cristo (Ap 6.1-2).
• Guerras (Mt 24.6-7) – segundo selo: a paz será tirada da terra (Ap 6.3-4).
• Fomes (Mt 24.7) – terceiro selo: um cavaleiro montado em um cavalo preto com uma balança em suas mãos (Ap 6.5-6).
• Terremotos (Mt 24.7), epidemias (Lc 21.11) – quarto selo: um cavaleiro montado em um cavalo amarelo, chamado "Morte" (Ap 6.7-8).
2. Nos versículos 9-28 temos a descrição da Grande Tribulação, ou seja, a segunda metade (três anos e meio) da 70ª semana de Daniel.
• Nesse tempo muitos morrerão como mártires (Mt 24.9) – quinto selo (Ap 6.9-11).
• Coisas espantosas e grandes sinais no céu anunciam a chegada do grande dia da ira do Senhor (Lc 21.11) – sexto selo (Ap 6.12-17).
• Em Israel, muitos trairão uns aos outros (Mt 24.10, veja também Mt 10.21).
• O engano e a impiedade se alastrarão, o amor esfriará, significando que muitos apostatarão de sua fé (Mt 24.11-12, veja 2 Ts 2.10-11). Quem perseverar até o fim verá a volta do Senhor e entrará no Milênio (Mt 24.13).
• O Evangelho do Reino será pregado por todo o mundo (v. 14). Ele não deve ser confundido com o Evangelho da graça, anunciado atualmente. O Evangelho do Reino é a mensagem que será transmitida no tempo da Tribulação pelo remanescente e pelos 144.000 selados do povo de Israel, chamando a atenção para a volta de Jesus, que então virá para estabelecer Seu Reino (compare Apocalipse 7 com Mateus 10.16-23).
3. Mateus 24.15 refere-se à metade da 70ª semana de Daniel, o começo dos últimos três anos e meio de tribulação.
A "abominação desoladora" não teve seu cumprimento na destruição do templo em 70 d.C., pois refere-se à afirmação de Daniel, que aponta claramente para o fim dos tempos (Dn 12.1,4,7,9,11).
• A profecia da "abominação desoladora" de Daniel teve um pré-cumprimento aproximadamente em 150 a.C., na pessoa de Antíoco Epifânio. Daniel 11.31 fala a respeito.
• A "abominação desoladora" cumpriu-se parcialmente em 70 d.C. através dos romanos, que destruíram o templo.
• Mas "abominável da desolação" de que Jesus fala em Mateus 24.15 será estabelecido apenas pelo anticristo, vindo a ter seu cumprimento pleno e definitivo na metade dos últimos sete anos (como profetizado em Daniel 12). Essa profecia de Daniel é claramente para o tempo do fim (vv. 4,9), referindo-se a um tempo de tão grande angústia como jamais houve antes (v. 1), que durará "um tempo, dois tempos e metade de um tempo". É dessa Grande Tribulação, desse período de imenso sofrimento e angústia, que Jesus fala em Mateus 24.21 (veja Jr 30.7).
Nos versículos a seguir, de 16 a 28, o Senhor Jesus explica como o remanescente dos judeus deve comportar-se durante a Grande Tribulação:
• Eles devem fugir (veja Ap 12.6).
• Esses dias serão abreviados para três anos e meio, para que os escolhidos sejam salvos.
• Falsos cristos e falsos profetas farão milagres e sinais (veja Ap 13.13-14).
• Mas então, finalmente, diante dos olhos de todos, o Senhor virá "como o relâmpago sai do oriente e se mostra até no ocidente". Esses dias da ira de Deus (Lc 21.22), ou melhor, esses dias da ira de Deus e do Cordeiro (Ap 6.17), são descritos assim: "Onde estiver o cadáver, aí se ajuntarão os abutres" (Mt 24.28). O "cadáver" representa o judaísmo apóstata, afastado de Deus, e o sistema mundial sob a regência do anticristo, no qual reinará a morte e o "hades". Os "abutres" simbolizam o juízo de Deus.
Como já foi mencionado, não creio que em Mateus 24.15 o Senhor Jesus esteja referindo-se à destruição do templo em 70 d.C., mas penso que Ele está falando do tempo do fim. Ele menciona a destruição do templo e de Jerusalém em Lucas 21, fazendo então a ligação com os tempos finais. Aliás, este é o sentido dos quatro Evangelhos: apresentar ênfases diferenciadas dos relatos. Os Evangelhos tratam da profecia como também nós devemos fazê-lo, manejando bem a palavra da verdade (2 Tm 2.15).
Em Lucas 21.20 e 24 o Senhor diz: "Quando, porém, virdes Jerusalém sitiada de exércitos, sabei que está próxima a sua devastação. Cairão ao fio da espada e serão levados cativos para todas as nações; e, até que os tempos dos gentios se completem, Jerusalém será pisada por eles." Isso cumpriu-se em 70 d.C.
Mas Mateus 24 menciona algo que não aparece no Evangelho de Lucas, pois cumprir-se-á apenas nos tempos do fim: "o abominável da desolação" (v. 15).
No Evangelho de Lucas, que trata primeiro da destruição do templo em 70 d.C., está escrito: "...haverá grande aflição na terra" (Lc 21.23) (não está escrito: "grande tribulação"). Mas em Mateus 24, que em primeira linha fala dos tempos do fim, lemos sobre uma "grande tribulação" "como desde o princípio do mundo até agora não tem havido e nem haverá jamais" (v. 21). A expressão "grande tribulação" diferencia nitidamente a angústia de 70 d.C. da "grande tribulação" no final dos tempos.
3. Qual é a mensagem desse texto bíblico para nós hoje?
Essa passagem tem forte significado para os crentes de hoje, pois sabemos que os impressionantes acontecimentos da Grande Tribulação lançam suas sombras diante de si e que, por essa razão, o arrebatamento da Igreja deve estar muito próximo.
• Nosso mundo está muito inquieto. Há conflitos em muitos países e torna-se mais e mais evidente a possibilidade de guerras devastadoras em futuro próximo. Mais de 400.000 cientistas estão atualmente ocupados em melhorar sistemas bélicos ou em desenvolver novos armamentos.
• Grande parte da humanidade passa fome.
• Terremotos, tempestades, inundações e doenças imprevisíveis, além de outros fenômenos e catástrofes da natureza, aumentam dramaticamente em progressão geométrica, como as dores de parto da que está para dar à luz.
• Grande parte dos cristãos é perseguida. Muitos chegam a falar de uma "escalada" nas perseguições nos últimos anos.
• Também a sedução e o engano através de falsas religiões é comparável a uma avalanche. O clamor pelo "homem forte" torna-se mais audível. Qualquer coisa passa a ser anunciada como "deus" ou "salvador" – e as pessoas agarram-se ansiosas a essas ofertas enganosas. Ao mesmo tempo acontece uma apostasia nunca vista, um crescente afastamento da Bíblia e do Deus vivo.
As dores da Grande Tribulação anunciarão a vinda do Filho do Homem. Não nos encontramos diante do fim do mundo, mas nos aproximamos do fim de nossa era (Mt 24.3). O Filho de Deus não nos trará o fim, mas um novo começo. Jesus Cristo não é apenas a esperança para o futuro do mundo, mas a esperança para toda pessoa, para cada um que invocar Seu Nome! (Norbert Lieth - http://www.chamada.com.br)
Sinal 10 – Tornados, furacões e alterações no clima da Terra (Lucas 21)
Desde quando ocorreu a Revolução Industrial, por volta de 1845, o conceito de indústria começou a se instalar no nosso mundo. Com isto, surgiram as primeiras produções em série. Começam também, no século XX, o uso mais intenso de combustíveis derivados de petróleo, como a gasolina, querosene, óleo diesel etc. De modo que o ser humano até hoje é dependente destes combustíveis.
Com a queima em grande quantidade destes combustíveis, toneladas de gases tóxicos como o dióxido de carbono (CO2) são lançadas na atmosfera terrestre diariamente, alterando o clima. Gases como o CFC (Cloro-Flúor-Carbono) entram nas correntes de ar da Terra e se acumulam sobre a Antártida, destruindo a camada de ozônio da atmosfera. Esta camada é a responsável por nos proteger dos raios ultra-violeta vindos do sol. A exposição contínua a raios ultra-violeta provoca alterações genéticas e câncer de pele.
Também por conta da revolução industrial, máterias-primas (como a madeira) são constantemente desmatadas das florestas, alterando o equilíbrio natural do clima e provocando o terror na humanidade.
Jesus já havia previsto isto em Lucas 21:11, 25-26:
11. e haverá em vários lugares grandes terremotos, e pestes e fomes; haverá também coisas espantosas, e grandes sinais do céu. 25. E haverá sinais no sol, na lua e nas estrelas; e sobre a terra haverá angústia das nações em perplexidade pelo bramido do mar e das ondas. 26. os homens desfalecerão de terror, e pela expectação das coisas que sobrevirão ao mundo; porquanto os poderes do céu serão abalados. As principais conseqüências disto são:
- chuvas torrenciais: somente aqui em São Paulo, nos meses de dezembro a fevereiro, chuvas monstruosas têm provocado inundações constantes. O mesmo tem acontecido na China, na Europa; frio excessivo fora de hora: recentemente, nevou no pico das bandeiras, no Rio de Janeiro. O frio fica mais intenso; calor excessivo em regiões inesperadas: todos os anos, centenas de pessoas morrem na Europa em consequência de temperaturas superiores a 40 graus Celsius; aumento de tornados, furacões e ciclones: Nos EUA, entre os meses de Março a Setembro, podemos traçar uma linha bem no meio do continente norte-americano, partindo de norte a sul. Esta linha é batizada pelos americanos, como "corredor dos tornados", que desabriga e mata milhares de pessoas todos os anos. Existem furacões que chegam a produzir ventos de 300km/h, provocando a total destruição por onde passam. Até o Brasil, que jamais havia sido ameaçado por estas anomalias, agora sofre ataques de ciclones formados no Atlântico Sul.
- aumento das marés: Todas as cidades litorâneas do mundo todo têm sido constantemente ameaçadas pela invasão das águas do mar provocadas por aumento das marés.

Mulher registra da porta de sua casa o momento em que o ciclone se aproximou do chão em cidade de Orchard, em Iowa, nos EUA, em 13 de junho de 2008
O que o mundo começou a usufruir com a revolução industrial de 1845, nós estamos sofrendo as conseqüências hoje. O homem, movido pela ganância, pelo desejo desenfreado de ganhar dinheiro, se esquece de Deus e destrói o clima do mundo.
Este é mais um sinal do fim dos tempos.
Sinal 9 – Filmagens da Babilônia reconstruída por Saddam Hussein
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Sinal 9 – A reconstrução da Babilônia (Apocalipse 14, 16 e 18)
Segundo a Bíblia, a Babilônia será o local de onde o anticristo governará o mundo por sete anos. Veja estes trechos da Bíblia que mencionam esta profecia, entre outros:
- Apocalipse 16:19
"e a grande cidade fendeu-se em três partes, e as cidades das nações caíram; e Deus lembrou-se da grande Babilônia, para lhe dar o cálice do vinho do furor da sua ira." - Apocalipse 17:5
"e na sua fronte estava escrito um nome simbólico: A grande Babilônia, a mãe das prostituições e das abominações da terra"
A Bíblia menciona a Babilônia como sendo a morada do anticristo no livro de Apocalipse. A Babilônia está situada a cerca de 80km de Bagdá, no Iraque. Veja o mapa:

O ex-ditador do Iraque Saddam Hussein tem gasto milhões de dólares reconstruindo a Babilônia. A TV Globo, durante a guerra do Iraque em 2003, mostrou a Babilônia totalmente restaurada e reconstruída por Saddam, no Jornal Nacional.
Em Isaías 13 e 14 e em Jeremias 50 e 51 está prevista uma destruição total da Babilônia. Podemos concluir que isto ainda não aconteceu. Acontecerá durante o período de Tribulação, conforme o livro de Apocalipse.
Fonte: O Estado de São Paulo
Seguem algumas fotos da Babilônia já reconstruída:




Sinal 8 –A reconstrução do templo judeu em Jerusalém (Mateus 24 e Daniel 11)
A Bíblia garante que, no final dos tempos, o templo judeu será reconstruído em Jerusalém. A Bíblia relata que 2 templos já foram construídos e destruídos:
- O primeiro templo foi construído por Salomão e destruído em 586 A.C.
- O segundo templo foi construído em 535 A.C. por autorização de Artaxerxes e destruído em 70 D.C. pelos romanos
Mas a Bíblia garante que haverá um terceiro templo, conforme as seguintes citações bíblicas:
- Jesus disse em Mateus 24:15
"Quando, pois, virdes que a abominação da desolação, de que falou o profeta Daniel, está no lugar santo; quem lê, atenda [a isso];" - Daniel 11:31
"E [na terra santa] braços serão colocados sobre ele, que profanarão o santuário e a fortaleza [espiritual], e tirarão o sacrifício contínuo [ofertas diárias de holocausto], estabelecendo abominação desoladora [provavelmente um altar para um deus pagão]." - 2 Tessalonicenses 2:3-4
"Ninguém de maneira alguma vos engane; porque não será assim sem que antes venha a apostasia [ao menos que o grande e previsto dia da partida daqueles que professaram a fé para tornarem-se cristãos tenha chegado], e se manifeste o homem do pecado, o filho da perdição (condenação), O qual se opõe, e se levanta contra tudo o que se chama Deus, ou se adora; de sorte que se assentará, como Deus, no templo de Deus, querendo parecer Deus." - Apocalipse 11:1-2
"E foi-me dada uma cana semelhante a uma vara; e chegou o anjo, e disse: Levanta-te, e mede o templo de Deus, e o altar [de incenso], e [o número dos] os que nele adoram. E deixa o átrio que está fora do templo, e não o meças; porque foi dado às nações, e pisarão a cidade santa por quarenta e dois meses."
Não sabemos precisamente se a reconstrução do templo será antes ou depois do Arrebatamento. Alguns estudos sugerem que será depois.
Os judeus pretendem mesmo reconstruir o templo. Existem organizações dos judeus ao redor do mundo para esta finalidade. O livro "The Truth About the Last Days' Temple", de Thomas Ice and Timothy Demy detalha que a reconstrução do templo pode mesmo ocorrer num futuro próximo.





